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sábado, 25 de janeiro de 2014

LENDAS MOTOCICLISTICAS

TRIBUTO A INDIAN LARRY

Pode Gostar-se mais ou menos da obra deixada por Indian Larry. Pode preferir-se um enlatado servido fora de horas num canal Americano, ou pelo contrário, procurar a essência sublime do verdadeiro espírito Old School presente nas obras de arte legadas por Larry. Seja como for e porque todos somos livres de pensarmos aquilo que quisermos vamos hoje falar-vos deste nome impar do mundo das duas rodas. Com ele o mundo da Kustom Kulture não mais foi o mesmo. Sem ele também não!
Nome
Indian Larry 
Nome de Registo
Lawrence Desmedt 
Data de Nascimento
28/04/1949  
Data de Falecimento
30/08/2004 
Local de Nascimento
Cornwall-on-Hudson, Nova Iorque, EUA 


Juntando a uma capacidade impar para a mecânica e para a escultura em metal, Indian Larry tornou-se num mito do mundo do design de motos. O seu estilo inconfundivél faz das suas máquinas de influência Old School, as mais singulares criações Bobber que já vi.
A sua obra constitui já uma referência que extravasa a mera construção de motos e afirma-se cada vez mais como uma corrente capaz de gerar opiniões e de fazer escola junto de muitos criadores internacionais.

 
Nascido a 28 de Abril de 1949 em Cornwall-on-Hudson em Nova Iorque, Indian foi sempre um amante da customização de motos. Consta que na sua infância transformou um triciclo da sua irmã Tina, aplicando-lhe um motor de cortador de relva. Contudo, só depois de se ter mudado para a Califórnia e ter começado a trabalhar como assistente do também lendário Preparador de Hot Roads e artista Pop, Ed “Big Daddy” Roth, pode dar asas à sua paixão.

  
Duas das maiores influencias, à esquerda Kenny Howard Von Duth do lado direito Ed "Big Daddy" Roth

Indian Larry dizia-se inspirado pelos motoclubes das décadas de 50 e 60, e foi ai que foi buscar o seu traço Old School patente nas Bobbers que construiu como ninguém. A sua influência ultrapassou a sua vida e muitos são os construtores mais novos que vão buscar à obra de Larry a força necessária para transformar as suas obras em algo de único e poderoso. A sua presença pode ainda notar-se em motos provenientes das mãos de nomes como Billy Lane, da Exile, da Bitter End, Hardcore Chopper, etc.

Russell Mitchell da Exile Cycles com uma das suas obras
  
Indian Larry foi responsável por repopularizar o visual limpo, guiador alto, embriaguem no pé, mudanças suicidas, sem travão dianteiro ou guardalamas, tanque pequeno, escapes abertos, kickstart e as frentes não lançadas, que prevaleceram nos anos 60, antes das frentes longas se tornarem populares, talvez graças talvez a tudo aquilo que tinha aprendido com “Roth Biggy” e pela influência que o artista Kenny Howard (Von Duth) tinha tido na sua infância.


A juventude de Indian Larry foi marcada pela luta contra o álcool e as drogas, tendo ainda sido condenado por um assalto a um banco. Em 1991 decidido a deixar para trás uma vida torbulenta, Larry funda uma oficina de motos em Nova Iorque com o nome de Gasoline Alley. Depressa o seu talento se revela e as suas máquinas marcadamente Old School ganham notoriedade no meio motociclista.


Mas Indian quer mais e não deixa o seu talento ficar por aqui. O seu currículo inclui também a participação em filmes e séries de Televisão como "Biker Build-off Series" apresentada pelo Discovery Channel, e a participação como actor e duplo em em filmes como Rocket's Red Glare, Quiz Show, Muscle Machine, My Mother's Dream e 200 Cigarette. O seu trabalho nos media projectou a sua imagem no meio internacional à dimensão do seu talento como construtor.


Uma das suas grandes criações, a moto "Grease Monkey", foi escolhida pela revista Easyriders como Chopper do Ano. No programa de TV “Biker Build-Off” arrecadou por três vezes a vitória sobre os seus adversários, e que adversários!! Aquando da segunda vitória e tendo pela frente um nome como Billy Lane, Indian Larry declarou que as duas motos se encontravam empatadas e das palavras passou aos actos dividindo o troféu com Lane e com a plateia que foi ao rubro com este gesto de grandeza e humildade.

A sua última criação chamava-se “Chain of Mystery”, uma moto cuja estrutura do quadro é inteiramente feita com correntes soldadas. Indian demonstrou assim um grande conhecimento ao nível dos materiais que utiliza, uma vez que esta nova maravilha foi capaz de manter a estabilidade em andamento a velocidades superiores a 100 Milhas por hora, qualquer coisa como cerca de 160 Km/h.

 
Uma das suas imagens de marca pessoal mais carismática era a célebre tatuagem feita na parte frontal do pescoço com a inscrição;

“In God We Trust/ Vengeance Is Mine/Sayeth the Lord/No Fear.”

Repare-se que as duas linhas do meio estão escritas no sentido inverso, de forma a que Larry as pudesse ler ao ver-se ao espelho
A 28 de Agosto de 2004, Indian Larry, como era já habito, exibia-se nas suas motos, no "Liquid Steel Classic" e "Custom Bike Series", em Concord,  na Carolina do Norte. Uma das suas figuras preferidas era manter-se de pé sobre a moto em pleno andamento, nesse fatídico dia ao repetir esta proeza para o público, a moto balançou e ficou fora de controlo. Larry foi projectado e sofreu graves lesões na cabeça. De imediato transportado para o Centro Médico da Carolina em Charlotte, não viria a recuperar tornando-se cadáver dois dias depois a 30 de Agosto.

 
  
Após a sua morte o Discovery Channel exibiu um episódio em sua memória, "Biker Build-Off - Indian Larry Tribute", no qual foi apresentada uma moto construída, em sua homenagem, pelos seus companheiros de longa data, Paul Cox e Keino, Billy Lane e Kendall Johnson.

Dois livros foram publicados sobre Indian Larry em 2006, incluindo "Indian Larry: Shaman Chopper", por Dave Nichols e Andrea "Bambi" Cambridge, com fotografia de Michael Lichter, assim como "Indian Larry", de Timothy White.

 

A sua autobiografia, "Grease Monkey, The Life and Times of Motorcycle Artist Indian Larry", escrita pouco tempo antes de sua morte, foi publicada em 2007.

  
 

R.I.P.

domingo, 13 de novembro de 2011

Carta de um Estagiário: (muito engraçada!)

Fui demitido. Justa causa. Como estagiário, aprendi milhões de coisas e fui muito bem sucedido nas minhas funções. Juro que não entendo o porquê de me demitirem…
Eu tinha várias funções que fazia com excelência, entre elas:
1. Tirar xerox. 3.1 segundos por página.
2. Passar café..
3. Comprar cigarro e pão. 1 minuto e 27 segundos. Ida e volta.
4. Fazer jogos na Mega-Sena, Dupla-Sena, Lotofácil, Loteria Esportiva…
Eu era muito bom. Mesmo. Fazia tudo certinho, até que peguei uma certa confiança com o pessoal e resolvi fazer uma brincadeirinha inocente. É impressionante o nível de stress em um ambiente de trabalho. Quis dar uma amenizada na galera, deixar o povo feliz e fui recompensado com uma bela de uma demissão por justa causa. Puta sacanagem! Vou contar toda minha rotina desse dia catastrófico.
Era quinta-feira, 27 de março, quando cheguei ao trabalho. Nesse dia, passei na padaria no meio do caminho. Demonstrando muita proatividade, comprei pão e 3 Marlboro. Já queria ter na mão sem nem mesmo me pedirem. Quando abri a agência (sim, me deixam com a chave porque o pessoal só começa a chegar lá pelas 11h), já vi uma montanha de folhas para eu xerocar na minha mesa. Xeroquei tudo, fiz café e deixei tudo nos trinques (minha mãe que usa essa gíria rs).
Como tinha saído um pouco mais cedo no outro dia, deixaram um recado na minha mesa: “pegar o resultado da mega-sena na lotérica”. Como tinha adiantado tudo, fui buscar o resultado. No meio do caminho, tive a ideia mais genial da minha vida e, consequentemente, a mais estúpida.
Peguei o resultado do jogo: 01/12/14/16/37/45. E o que fiz? Malandro que sou, peguei uns trocados e fiz uma aposta igual a essa. Joguei nos mesmos números, porque, na minha cabeça claro, minha brilhante ideia renderia boas risadas. Levei os 2 papeizinhos (o resultado do sorteio e minha aposta) para a agência novamente. Ainda ninguém tinha dado as caras. Como sabia onde o pessoal guardava os papeis das apostas, coloquei o jogo que fiz no meio do bolinho e deixei o papel do resultado à parte.
O pessoal foi chegando e quase ninguém deu bola pros jogos. Da minha mesa, eu ficava observando tudo, até que um cara, o Daniel, começou a conferir. Como eu realmente queria deixar o cara feliz, coloquei a aposta que fiz naquele dia por último do bolinho, que deveria ter umas 40 apostas. Coitado, a cada volante que ele passava, eu notava a cara de desolação dele. Foi quando ele chegou ao último papel.
Já quase dormindo em cima do papel,vi ele riscando 1, 2, 3, 4, 5, 6 números. Ele deu um pulo e conferiu de novo. Esfregou os olhos e conferiu de novo, hahahaha. Tava ridículo, mas eu tava me divertindo.
Deu um toque no cara do lado, o Rogério, pra conferir também. Ele olhou, conferiu e gritou: -”PUTA QUE PARRRRRRRRIUUUUUUUUUU, TAMO RICO, PORRA”. Subiu na mesa, abaixou as calças e começou a fazer girocóptero. Óbvio que isso gerou um burburinho em toda a agência e todo mundo veio ver o que estava acontecendo. Uns 20 caras faziam esse esquema de apostar conjuntamente. 8 deles, logo que souberam, não hesitaram: correram para o chefe e mandaram ele tomar bem no olho do cu e enfiar todas as planilhas do Excel na arrombada da mulher dele.
No meu canto, eu ria que nem um filho da puta. Todos parabenizando os ganhadores (leia-se: falsidade reinando, quero um pouco do seu dinheiro), com uns correndo pelados pela agência e outros sendo levados pela ambulância para o hospital devido às fortes dores no coração que sentiram com a notícia.
Como eu não conseguia parar de rir, uma vaquinha veio perguntar do que eu ria tanto. Eu disse: -”puta merda, esse jogo que ele conferiu eu fiz hoje de manhã. A vaca me fuzilou com os olhos e gritou que nem uma putalouca: -”PAREEEEEEEEEEM TUDO, ESSE JOGO FOI UMA MENTIRA.UMA BRINCADEIRA DE MAU GOSTO DO ESTAGIÁÁÁÁÁÁÁRIO”
Todos realmente pararam olhando pra ela. Alguns com cara de “quê?” e outros com cara de “ela tá brincando”. O cara que tava no bilhete na mão, cujo nome desconheço, olhou o papel e viu que a data do jogo era de 27/03. O silêncio tava absurdo e só eu continuava rindo.
Ele só disse bem baixo: – É…é de hoje.
Nesse momento, parei de rir, porque as expressões de felicidade mudaram para expressões de ‘vou te matar’.
Corri… corri tanto que nem quando eu estive com a maior caganeira do mundo eu consegui chegar tão rápido ao banheiro.
Me tranquei por lá ao som de “estagiário filho da puta”, “vou te matar” e “vou comer teu cu aqui mesmo”. Essa última foi do peladão !
Eu realmente tinha conseguido o feito de deixar aquelas pessoas com corações vazios, cheios de nada, se sentirem feliz uma vez na vida. Deveriam me dar uma medalha por eu conseguir aquele feito inédito.
Mas não… só tentaram me linxar e colocaram um carimbo gigante na minha carteira de trabalho de demissão por justa causa. Belos companheiros! Pelo menos levei mais 8 neguinho comigo !
Quem manda serem mal educados com o chefe. Eu não tive culpa alguma na demissão deles. Pena que agora eles me juraram de morte…agora tô rindo de nervoso. Falei aqui em casa que fui demitido por corte de verba (consegui justificar dizendo que mandaram mais 8 embora, rs) e que as ligações que tenho recebido são meus amigos da faculdade passando trote. Eu supero isso, tenho certeza. É, amigos, descobri com isso que não se pode brincar em serviço mesmo…